Estudo fala das alterações do zoneamento agroclimático para a cafeicultura no Brasil
Umas das pautas mais discutidas pela comunidade científica da área das ciências agrárias, meteorológicas e pela mídia, as mudanças climáticas representam uma preocupação à sociedade devido às suas conseqüências ainda não calculadas, porém com projeções que até sugerem uma catástrofe mundial. No Brasil, as percepções deste fenômeno ficam por conta da elevação na temperatura, o que leva à invernos mais suaves e verões tempestuosos. Analisar a conjuntura climática atual e fazer projeções de cenários para o futuro é fundamental para a segurança da cadeia produtiva de vários setores da economia, principalmente do agronegócio. Com interesse de assegurar uma previsibilidade climática para a cafeicultura brasileira a médio e longo prazo, o estudo realizado por pesquisadores da Embrapa, Universidade Estadual de Campinas e do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura, refaz o zoneamento climático para o café no Brasil nos estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. No cenário proposto pela pesquisa, baseado nos dados do IPCC (Intergovernamental Panel on Climate Change) que indica que o planeta sofrerá um aumento de 0,088ºC por década, e de até 5,8ºC no final do século XXI, a cafeicultura terá uma redução de 95% de área cultivável nos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo, e de 75% no estado do Paraná. Download PDF: 2.780 KB |