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No estudo sobre ilhas de calor no município de Piracicaba, feito em conjunto entre pesquisadores da Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz – ESALQ/USP, e o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos – CPTEC/INPE, é mostrado a influência da cultura de cana-de-açúcar neste fenômeno no local da cidade.
As medições foram feitas com o método de sensoriamento remoto, e utilizou imagens do satélite Landsat 7 de datas na época de entressafra, e safra, inverno e outono respectivamente, a fim de fazer comparações de temperaturas entre essas dois períodos do ano, e o impacto nas diferentes áreas da cidade.
Na época de safra da cana-de-açúcar no município de Piracicaba, que possui 94% de sua área na zona rural, e quase sua totalidade investida na lavoura de cana, apresenta temperaturas mais baixas, embora seja em uma estação teoricamente mais quente que a estação de entressafra, o inverno.
Este fenômeno, segundo a pesquisa, é devido á influência da sazonalidade do cultivo da cana na região. Quando a zona rural do município está tomada pelo canavial, e a produção sulcroalcooleira está no seu auge, a ilha de calor apresenta temperaturas mais baixas, 21°, aproximadamente, enquanto na entressafra, no inverno, a temperatura média sobe para 24,7º.
A inversão térmica se dá, pois na época que o solo da área rural se encontra exposto, ou seja, sem a presença de qualquer tipo de cobertura verde, que pode ser desde floresta, até canaviais, e grama, o calor dos raios solares não são absorvidos, e são refletidos na área urbana. Quando o solo fica coberto pela cultura de cana, o calor é absorvido pelas plantas, o que ameniza a temperatura nos arredores.
Outras variáveis foram colocadas no estudo para compor a morfologia das ilhas de calor na zona urbana e selecionar os bairros mais afetados, como tipos de materiais de coberturas, telhas de barro, amianto, arborização de ruas, zonas construídas com cimento ou asfalto.
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